Balsa transformada em usina gera energia para processamento de fruto e polpa.
O Brasil ganha um projeto de geração de energia solar em pleno rio na Amazônia. Trata-se de uma balsa-fábrica que vai fornecer energia para o processamento de açaí e navegará pelas calhas dos rios Solimões, Japurá, Juruá, Purus e Madeira.
Feita com tecnologia brasileira a balsa-fábrica é movida a energia solar e usa água do rio. Não precisa de nenhuma conexão com energia elétrica e ainda faz o tratamento da água captada, com capacidade de tratar 15 mil litros de rejeito por hora. A água devolvida ao rio é de maior qualidade do que aquela captada para utilização na fábrica.
A estrutura terá a capacidade para processar 20 toneladas de frutos e 12 toneladas de polpa congelada de açaí por dia. Para se manter em funcionamento, a balsa recorre a painéis solares que cobrem a estrutura de dois mil metros quadrados, captando a energia da luz solar e a convertendo em eletricidade.
Parte da energia é utilizada de imediato para alimentar toda a fábrica. O restante, somado à energia produzida por geradores a diesel, é armazenado em baterias para uso posterior. O projeto é assinado pela Transportes Bertolini, empresa do Amazonas do setor de transportes rodoviários e hidroviários, e pela Valmont Solar.
Somando um investimento na ordem de R$ 20 milhões, a balsa está nas últimas fases do desenvolvimento. “O projeto é extremamente complexo. É uma indústria inteiramente construída sobre uma balsa, totalmente off-grid, ou seja, sem ligação à rede elétrica, baseada na energia solar gerada em painéis e no seu armazenamento em baterias. É um projeto pioneiro no país”, destaca o presidente da Valmont Solar Solutions, Fábio Yanagui.
Além disso, a fábrica também irá contribuir para o aumento da renda das comunidades ribeirinhas em até 300% , alcançando os R$ 5 milhões anuais. Com a criação de 50 empregos diretos, a Bertolini também irá comprar o açaí diretamente de fornecedores inseridos nestas comunidades, eliminando a necessidade de um atravessador.
O Brasil caminha a passos largos para se tornar uma das principais potências mundiais em geração distribuída.
E a energia solar tem lugar de destaque nesse processo, graças a investimentos bilionários e à redução de custos para a instalação de usinas em todo o país.
Esse ambiente favorável de negócios e as excelentes condições climáticas em todo o território nacional estão atraindo cada vez mais empresas e investidores para esse mercado que cresceu 63% só no último ano.
Isso mostra que a energia solar é estratégica para o Brasil e o mundo e está na mira de grandes investidores para os próximos anos.
No artigo de hoje, vamos falar sobre o avanço da energia solar no Brasil e mais:
Energia solar cresce 63% em apenas um ano no Brasil
A força da energia solar tem chamado a atenção dos principais veículos de comunicação do país.
Praticamente todos os dias são publicadas novas matérias sobre o impressionante crescimento dos sistemas fotovoltaicos de Norte a Sul do Brasil.
O jornal gaúcho Zero Hora deu destaque para o crescimento do Estado do Rio Grande do Sul, responsável por 12,4% da capacidade nacional, atrás apenas de Minas Gerais, que tem 18,5% do total, e de São Paulo, com 12,5%.
Segundo a matéria:
Apesar do investimento inicial alto, a energia solar é vista como a principal fonte a encabeçar a retomada verde no país e a transição para uma economia 100% limpa e renovável, seguida da eólica, hidrelétrica e do gás natural.
Nos últimos cinco anos, a popularização dos sistemas fotovoltaicos foi incomparável, não só em instalações domésticas, mas principalmente na geração distribuída remota, destinada a grandes consumidores.
Nessa modalidade, a energia elétrica é gerada localmente a partir de fontes renováveis, e o excedente é injetado na rede de distribuição em troca de créditos para abatimento na conta de energia de outro estabelecimento atendido pela mesma concessionária.
Assim, uma usina solar produz energia no interior do Rio Grande do Sul e faz sua compensação na capital, Porto Alegre.
Dessa forma, empresas, indústrias e comércios podem reduzir em até 20% sua conta de energia sem fazer qualquer mudança em suas instalações ou na sua operação.
Basta pagar um aluguel a uma usina solar que atue na geração distribuída remota para usufruir desse desconto instantaneamente.
Avanço durante a pandemia
Nem mesmo a pandemia de Covid-19 foi capaz de parar o crescimento da energia solar no Brasil.
A queda nos custos e incentivos locais têm provocado uma verdadeira avalanche de investimentos no setor, que saltou de 4,6 gigawatts (GW) em 2019 para 7,5 GW em 2020.
Segundo o jornal Zero Hora:
A previsão é que a tendência continue e esse número alcance 12,6 GW neste ano. Esse dado representa mais da metade da potência instalada na usina hidrelétrica de Itaipu, a maior do Brasil e segunda maior do planeta.
Confira no infográfico abaixo a evolução da energia solar no Brasil desde 2012:
Evolução da energia solar de 2012 a 2021. (Imagem: Zero Hora)
Nos últimos três anos, o Brasil deu um salto espetacular no ranking mundial de potência instalada de energia fotovoltaica, saindo do 26º lugar em 2017 para o 16º em 2019.
Como podemos ver, a crise sanitária não foi capaz de inibir os investimentos no setor, que somaram R$ 13 bilhões em 2020, o suficiente para fazer nossa capacidade instalada mais do que dobrar.
De acordo com o jornal gaúcho:
O valor bilionário repercutiu na criação de mais de 86 mil novos postos de trabalho. Desde 2012, os investimentos acumulados são de R$ 38 bilhões.
Custos cada vez menores
Desde que a energia solar despontou comercialmente no Brasil, em 2012, o custo de instalação já caiu 80% e deve cair ainda mais nos próximos anos.
A matéria explica que, nesse período, o custo passou de US$ 100 o megawatt-hora para cerca de US$ 20. O preço fica abaixo do custo de todas as outras fontes, com exceção da geração eólica.
Mais acessíveis, os sistemas fotovoltaicos em breve ganharão protagonismo nos grandes centros urbanos do país, principalmente por causa dos aumentos sucessivos da energia elétrica.
Dados da Absolar mostram que os consumidores residenciais e o setor de comércio representam 76% do total de empreendimentos de geração distribuída fotovoltaica.
Na sequência, vêm os consumidores rurais (13,2%), indústrias (8,9%), poder público (1,2%) e outros tipos, como serviços públicos (0,1%) e iluminação pública (0,02%).
Novos players entram no mercado
Esse formidável avanço da energia solar no Brasil está atraindo investidores inclusive de outros setores.
Uma matéria do jornal Valor Econômico mostra que o fundador da Webmotors, Sylvio de Barros, investirá R$ 100 milhões em cinco anos na 77Sol através da startup ZFlow.
Segundo a matéria, a 77Sol é uma plataforma que conecta clientes interessados em instalar projetos de geração fotovoltaica a integradores, que são os prestadores de serviço responsáveis pela intermediação com o consumidor, pelo projeto e pela instalação dos sistemas.
A companhia tem 5 mil integradores cadastrados e a meta é triplicar o número até o fim de 2021, quando quer atingir faturamento mensal de R$ 250 milhões.
Esse é o primeiro investimento da ZFlow no mercado de energia. Até então, a startup do fundador da Webmotors se concentrava em tecnologias de varejo automotivo digital.
Nas palavras de Sylvio de Barros:
Temos a oportunidade de ampliar os horizontes num segmento com um propósito incrível, que, além de ser um minimizador de desemprego, ajuda a mudar a matriz energética no Brasil e dá aos consumidores a alternativa de virar autossuficiente energeticamente.
As fontes de energia renováveis têm ganhado cada vez mais força no Brasil, em decorrência, principalmente, da preocupação com as questões ambientais, da possibilidade de redução da conta de luz, bem como da queda significativa, de até 60%, nos custos de energia solar e eólica há alguns anos.
Nesse sentido, os projetos de energia solar, biomassa e eólica estão atraindo o interesse de companhias que querem investir nessas áreas já vislumbrando uma procura cada vez maior em médio e longo prazo.
Para se ter uma ideia, de acordo com informações da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), este setor vai receber investimentos que alcançarão os R$ 50 bilhões a R$ 70 bilhões com o desenvolvimento de parques renováveis localizados nas proximidades de grandes centros de consumo durante a próxima década.
Pode-se destacar ainda que, até 2018, a geração de energia solar por meio dos painéis fotovoltaicos ultrapassou os 1,5 Gigawatts de capacidade instalada e deve ficar entre os cinco principais geradores desse tipo de energia no mundo até 2030, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).
Investimento rentável
Diante disso, o investimento em um sistema fotovoltaico pode ser considerado um dos mais rentáveis e, por isso, proporciona diversas vantagens para quem almeja um retorno financeiro significativo.
Além de ter uma vida útil de aproximadamente 30 anos, os sistemas fotovoltaicos têm baixo risco graças à alta irradiação de sol em território nacional – o país está na lista dos 20 países com maior capacidade instalada de energia solar – o que torna o negócio altamente competitivo.
É por isso que projetos de investimento nesse tipo de energia tornam-se cada vez mais atrativos, a exemplo do SunFarm Pernambuco, direcionado para aqueles que querem investir em energia solar e obter uma renda recorrente com o aluguel das usinas.
Modelo seguro para geração de rendimentos
A proposta da SunFarm Pernambuco consiste na constituição de uma empresa exclusiva para ser proprietária do ativo, que receberá recursos de investidores para a implantação de uma usina fotovoltaica de 427 kWp, e terá capacidade para gerar R$ 33 mil em receitas mensais, através de contratos de locação com empresas que recebem créditos da energia gerada no sistema.
O projeto, da empresa RR Energia liderada por Ruben Ribeiro, funciona na modalidade Equity, ou seja, o investidor torna-se sócio da usina fotovoltaica com uma cota mínima de investimento de R$ 25 mil e contará ainda com todo o suporte da empresa na operação, manutenção e administração da usina.
Além de fazer parte de um projeto de investimento com total potencial de crescimento e com capacidade de gerar rendimentos recorrentes, é uma oportunidade para a criação de portfólio de ativos de energia, criando uma reserva passiva de longo prazo e se posicionando para eventuais consolidações no setor.
Impactos econômicos do projeto
Comandado pelo empresário Ruben Ribeiro, dono da RR Engenharia, o projeto SunFarm deve gerar 20 empregos diretos e os geradores de energia serão alugados para consumidores atendidos pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe) de pequeno e médio porte, o que vai contribuir para redução do valor das contas de energia, além de saber que estarão investindo em uma energia limpa.
Engenheiro civil de formação, Ruben Ribeiro começou a trabalhar com usinas fotovoltaicas em 2015 com sua primeira empresa, B3 Energia, dissolvida por questões estratégicas. Há dois anos, inaugurou a RR Energia, que já está na quinta fazenda de geração distribuída em Gravatá, município de Pernambuco.
A SunFarm atuará no aluguel de geradores de energia solar para consumidores de pequeno e médio porte atendidos pela Companhia Energética de Pernambuco (Celpe). Dessa forma, a energia que será produzida por esse equipamento será direcionada à Celpe e resultará em abatimento na conta de energia.
A fazenda de geração distribuída vai contar com investimento compartilhado, com cotas de R$ 25 mil serão comercializadas para o financiamento da instalação. A rentabilidade estimada é de 14.38% ao ano e a plataforma Bloxs será a responsável pela gestão do valor captado.
A segunda fase do projeto tem prazo de seis meses e vai consistir na instalação dos painéis e geradores. Já a terceira, prevista para julho de 2021, já dará início à produção de energia.
Pernambuco é o terceiro estado em geração de energia solar
Outro ponto favorável para os investidores do SunFarm é que o estado ocupa a terceira posição em geração centralizada de energia solar no Brasil, ou seja, aquelas contratadas por meio de leilões de energia no Ambiente de Contratação Regulado (ACR).
Além disso, o estado ocupa a 12ª posição no ranking de energia distribuída e em 2020 registrou 50% de crescimento somente no primeiro semestre, sendo responsável por mais de 200 mil empregos no país.
A energia solar está crescendo forte no Brasil e atraindo grandes investimentos, principalmente a região Nordeste.
Em 2020, foram investidos mais de R$ 13 bilhões em sistemas solares, e o setor deve crescer ainda mais neste ano.
Por isso, se você tem interesse em investir em energia solar e quer garantir uma fonte de renda segura por muitos anos, não pode deixar de ler este artigo.
Por que a energia solar está crescendo tanto?
Os grandes investidores sabem que a energia solar é estratégica para o mundo.
Não só por que ela é sinônimo de economia, segurança e rentabilidade. Mas também porque gera empregos, renda e desenvolvimento sustentável.
É por isso que investir em energia solar nunca esteve tão em alta como agora.
Um levantamento inédito da Absolar mostrou que os investimentos no setor em 2020 ficaram 52% acima do acumulado nos últimos 10 anos.
Esses investimentos em energia solar criaram 86.000 novos empregos em plena crise, em todas as regiões do país.
E não para por aí!
O crescimento do número de sistemas fotovoltaicos reduz nossa dependência das hidrelétricas e termelétricas.
Para se ter uma ideia da importância da energia solar, nossa potência instalada saltou para 7,5 GW em 2020, um crescimento de 64% em comparação com 2019.
Veja na imagem abaixo a geração de energia distribuída em cada Estado:
Geração de energia solar por Estados. (Imagem: Absolar)
Nordeste bate recorde de geração de energia solar
Uma das regiões que vem se destacando em energia solar é o Nordeste.
Cerca de 10,4% do consumo de eletricidade da região vem de usinas solares, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
O Nordeste está atraindo uma onda de investimentos em novas usinas solares, o que demonstra o grande interesse do mercado na região.
Praticamente todas as 54 usinas fotovoltaicas foram instaladas nos últimos 5 anos em cidades da Bahia, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí.
Mas um estado que deve liderar novos investimentos é Pernambuco, graças ao alto potencial energético em cidade do interior, como Gravatá.
A energia solarjá chega a 98% dos municípios paulistas e se tornou estratégica para o desenvolvimento sustentável do Estado de São Paulo.
Dados do governo indicam que o potencial de geração fotovoltaica dobrou no Estado no último ano e crescerá ainda mais na próxima década.
No Brasil, o avanço dos sistemas fotovoltaicos não para, mostrando que a energia solar em breve será protagonista entre nossas fontes renováveis.
É por isso que investir em energia limpa e projetos ESG não é mais uma nova tendência, é uma realidade em todo o mundo.
Milhares de investidores já se anteciparam à revolução do desenvolvimento sustentável e estão lucrando com usinas solares em todo o país.
Você também pode ser um desses investidores e garantir uma fonte de renda segura nos próximos anos através de uma plataforma autorizada pela CVM e escolhida pela Daily Finance como uma das 100 melhores startups brasileiras.
Confira agora como a energia solar está crescendo no país, com destaque para o Estado de São Paulo, e saiba como ganhar dinheiro investindo em usinas solares.
Energia solar já cobre quase todo o Estado de São Paulo
Com mais de 64 mil sistemas fotovoltaicos em operação, o Estado de São Paulo assumiu a vice-liderança em geração distribuída no Brasil, atrás apenas do Estado de Minas Gerais.
Um levantamento feito pela Absolar mostra que 98,1% dos municípios paulistas possuem pelo menos um sistema fotovoltaico em funcionamento. São 633 cidades que, em conjunto, geram mais de 600 megawatts (MW) a partir de sistemas solares, beneficiando cerca de 75 mil consumidores.
Ainda de acordo com a associação:
Um dos destaques de São Paulo é o município de Presidente Prudente, que lidera a geração fotovoltaica no estado com 20,3 MW operacionais e 0,4% de toda a produção nacional no Brasil nesta modalidade.
É consenso entre os especialistas que a energia solar é estratégica para o país, pois fortalece seu desenvolvimento sustentável, diversifica sua matriz elétrica e contribui para a preservação do meio ambiente.
Ao contrário da geração hidráulica ou eólica, os sistemas solares fotovoltaicos têm mínimo impacto sobre a fauna e a flora onde são instalados e se beneficiam de tecnologias mais eficientes a cada ano.
Nas palavras do presidente do Conselho da Absolar, Ronaldo Koloszuk:
O estado paulista possui um grande potencial para a tecnologia fotovoltaica e, com a atual presença da energia solar na geração distribuída, o mercado contribui de forma significativa para o desenvolvimento sustentável e econômico de toda a região.